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“PESTE SUÍNA”

 

1- Conceito

- Doença infecciosa febril, específica de suínos, causada por um vírus, caracterizada por septicemia hemorrágica, acompanhada por processos inflamatórios e necróticos de intestino e pulmões. Também conhecida como Batedeira.

2- Etiologia

- Inicialmente se pensou que a peste suína era causada por uma Salmonella suis peste, hoje se sabe que é causada por um vírus (Togavírus I), porém as Salmonellas e as Pasteurellas são agentes de infecção secundária durante o curso da peste suína.

- É um vírus que cultiva facilmente em tecidos. É um vírus envelopado. Temos 3 amostras sorológicas diferentes, porém genicamente iguais:

a)      Clássica (+ comum)

b)      Dales (+ patogênica)

c)      Schwarte (praticamente apatogênica).

- É necessário saber para a fabricação de vacinas.

- Esse Togavírus tem reação cruzada com o Togavírus da peste bovina. Podendo fazer vacinas da peste suína com o Togavírus da peste bovina e vice-versa, porque são apatogênicos para outra.

- Resiste até 15 dias em temperatura ambiente, 2 anos a 4oC, mais de 70 dias na medula óssea, 20 dias no bacon, 6 meses nos embutidos, 6 meses nos defumados, 60oC só 20 minutos, 100oC elimina imediatamente, não resiste em ph abaixo de 5 e acima de 9. NaOH, Ac. Muriático, Ac. Acético, Formol e os detergentes destroem os envelopes.

3- Epidemiologia

- Está distribuída pela Europa, África do Sul, já foi endêmica em todos os estados brasileiros e atualmente é em alguns, mas sendo controlada com vacina, EUA e Canadá controlado sem vacina.

- Animais de qualquer idade são susceptíveis.

- Porco do mato e queixada são resistentes, mas podem ser reservatórios.

- O javali pode ser susceptível e portador.

- É uma doença altamente contagiosa. Sangue, excrementos têm uma alta densidade vírica e esses elementos contaminam água, alimentos, objetos e solos. Os animais antes de apresentarem sintomas, já eliminam o vírus.

- Haematophinus suis (piolho de porco), podem ser transmissores.

- O homem, pássaros e veículos carregam o vírus de uma propriedade para outra.

- Existem portadores sãos, este é que mantém os vírus na criação (são aqueles animais que adoeceram e se recuperaram ou ainda aqueles animais que foram expostos e não adoeceram).

4- Patogenia

- Penetração por via oral e a 1o multiplicação é na mucosa faringiana, principalmente nos linfonódos.

- No 3o dia se tem viremia, onde ocorre febre. Essa viremia se dá tanto através das hemácias como dos leucócitos. Se for feito um leucograma, vai se ter uma leucopenia. Essa viremia tem auge entre o 6o e o 7o dia.

- Após essa viremia têm-se as lesões generalizadas, que ocorrem a nível vascular principalmente causando fragilidade capilar, ocasionando hemorragias.

5- Sintomas

Dependem da forma de apresentação:

a) Superaguda:

- Febre alta (os animais se agrupam nos cantos das baias e nos lugares mais escuros, pq desenvolvem uma conjutivite).

- Convulsões

- Paralisia posterior

- Manchas avermelhadas (sulfusões hemorrágicas principalmente no peito, nas orelhas e pernas).

- Curso de uma semana.

- Principalmente na Dale.

b) Aguda:

- Acontece mais comumente.

- Sintomatologia igual de forma menos grave

- O curso vai até 21 dias

- A maioria dos animais se recupera (esses animais são portadores sãos)

c) Crônica:

- Ocorre esporadicamente

- Febril

- O animal come e não ganha peso

- Animal resistente a antibioticoterapia

- Pode durar meses

6- Lesões

a) Hemorrágicas:

- Hemorragia subcapsular nos linfonódos faringeanos.

- Sulfusões

- Infarto hemorrágico no baço (dá-se em forma de cunha >)

- Úlceras botonosas principalmente nas proximidades da válvula íleo-sacral.

- Petéquias: na glote, epiglote e tonsilas (ocorre em 90% dos casos)

- Petéquias no parênquima pulmonar, no pericárdio, na córtex renal, na mucosa da bexiga, nos gânglios mesentéricos e na mucosa intestinal.

7- Diagnóstico

- Anamnese (altamente contagiosa, qualquer idade)

- Sinais clínicos e lesões

- Exames laboratoriais: Leucograma (leucopenia, mas quando for Pasteurella é leucocitose). Imunofluorescência: linfonodos, baço e tonsilas.

8- Diagnóstico diferencial

- Erisipela: encontra bacilo no baço. Existe leucocitose. Possibilidade de terapêutica. Manchas na pele com formações regulares.

- Salmonelose: Animais mais novos. Menor número de doentes. Possibilidade de antibioticoterapia. Leucocitose.

 

9- Profilaxia

- Os animais (que mamam o colostro) de áreas onde ocorrem a doença têm imunidade de 3 meses.

- Vacinação anual para as matrizes e reprodutores.